quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Deus m'ajude!
Concluo que sou a maior inimiga de mim própria: passo a vida a inventar doces e sobremesas...e o pior é que gosto do que cozinho! DAMN IT!
Tivesse eu isto filmado,
que contado não é a mesma coisa.
O David (assim como nós, valha a verdade) dorme a sesta dele aos fins-de-semana. Nós ficamos na sala, a aboborar em frente à televisão e acabamos por adormecer, enquanto ele já dorme a sono solto no quarto.
Quando já não sente mais necessidade de dormir, ele próprio se levanta da cama e vem ter connosco à sala. Mas é tão gira, a forma como o faz: vem devagarinho, pelo corredor, depois esconde-se à espreita, a ver se o vemos. Depois, aparece muito devagarinho e pára à nossa frente. Fica um bocadinho em silêncio a olhar para nós (e nós a querer explodir numa gargalhada), e depois atira os bracinhos para nós e diz: "Qué colo!"
Ó pá, que delícia!!!
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Tricotar, costurar, fazer crochet e demais lavores femininos (ou da minha falta de jeito)
Era eu mais miúda, a minha mãe quis ensinar-me a costurar, a tricotar e a bordar, entre outras coisas. E eu, armada em menina-emancipada-de-narigueta empinada, dizia que era tempo perdido, que isso já não se usava.
Hoje, mordo-me por ter perdido a oportunidade.
Do alto da minha confessa estupidez em pensar que emancipação equivale a ter uma carreira bem sucedida e não perceber (ou não querer perceber) puto de trabalhos domésticos, não fazia a mínima ideia de que estes podem ser (e são) uma mais-valia para toda e qualquer pessoa que não quer depender de terceiros para ter as suas coisas! Saber levantar baínhas, coser, pregar botões, bordar, costurar não são coisas ultrapassadas, mas sim uma enorme bagagem de saber que nos pode abrir portas para aumentar o nosso orçamento doméstico ou até mesmo salvá-lo (numa situação de desemprego, por exemplo).
Todo e qualquer trabalho doméstico, desde cozinhar até reparações, deveria ser ensinado na escola.
:(
Infelizmente, no Portugal dos "pequeninos", esta belíssima iniciativa não pega. Gostaria que sim, que vingasse, mas...
E porquê? Basta reparar, só para começar, que existe a ideia completamente estúpida, mas ainda muito enraízada no mercado de trabalho, de que a Licença de Maternidade é um "período de férias", ou que quem tem filhos é uma menos-valia para ume empresa (ai, que chatice! se o puto adoecer lá tem esta de faltar ao trabalho!).
De um país que tem políticas de família ao nível zero, que protege o direito ao aborto (gratuito) com baixa de 30 dias paga a 100%, ou que julga uma mulher que opta por ficar em casa a cuidar dos filhos como uma atadinha dependente do marido, não se pode esperar muito.
Num país em que a Liberdade teima em ser considerada a glorificação do "faço-o-que-me-apetece" sem qualquer responsabilidade pedida, assumir a responsabilidade de ter filhos (pior se são mais filhos do que o considerado "normal") é quase considerado um crime, uma irresponsabilidade, uma beatice de quem não conhece a palavra "contraceptivo" (ou, ainda mais alucinante, de quem quer dar mais criancinhas aos padres para estes violarem - acreditem que já ouvi com cada arrancada que começo a pensar que o consumo de drogas duras deve ser ainda maior do que se supõe).
Num país que foge a sete pés das responsabilidades para com as famílias, que penaliza quem é pai ou mãe numa paranóia de supostas faltas ao emprego, mas que deixa passar em branco baixas fraudulentas, que mantém preguiçosos militantes protegidos por uma Constituição tendenciosa e inadequada ao cenário que vivemos, a evolução de se considerar um trabalhador como um todo que não contempla só a vida profissional para haver produtividade (que é disso que Portugal precisa para pagar os empréstimos que tem pedido) é uma mera utopia, uma conveniente utopia.
Todos querem os mesmos direitos dos países do Norte da Europa, cujos estados sociais são mais que elogiados, mas NINGUÉM quer ter a mesma postura, a mesma cultura de cumprimento de deveres que estes povos têm.
O que é pena. Portugal precisa de nascimentos, sob pena de, daqui a uns anos (e estou já a falar a curto / médio prazo) não haver quem desconte para haver reformas.
Antes de mais nada, é preciso questionar a nossa própria mentalidade. Uma mentalidade que é completamente anti-produtividade, anti-família e, ironia das ironias, totalmente anti-estado social.
Para se fazer omoletes há que ter ovos.
Crème pour le trombil
Não sou uma gaja que se trate no sentido de ter quase uma conta aberta num cabeleireiro ou num centro de estética. Faço por cortar as pontas do cabelo de 6 em 6 meses, não o pinto, e quanto a manicures e pedicures e depilações a coisa faz-se mesmo em casa.
Para compensar, tento fintar a falta de orçamento e sempre que posso vou buscar receitas caseiras de máscaras para rosto e cabelo. Não só se poupa dinheiro, como sabemos o que usamos.
A última fiz ontem. Uma máscara esfoliante para o rosto à base de mel e açúcar. É muito fácil e fazer e o custo é irrisório.
Num frasco lavado (e de preferência esterilizado), juntar 3 colheres de sopa de azeite bio ou extra virgem. Depois, duas colheres de sopa de mel (é importante seguir esta ordem). Por fim, adicionar 5 a 6 colheres de sopa de açúcar. Atenção: o açúcar a usar tem mesmo de ser daquele vulgar (cristais) e não o icing sugar (o em pó).
No fim, misturam-se os ingredientes com uma vareta. Colocar o frasco num lugar à temperatura ambiente.
Aplica-se à noite, sobre a pele limpa, e retira-se com água tépida. Porque tem como base o mel (nutritivo) e o azeite (hidratante), não é necessário colocar creme hidratante. O importante é fazer esta rotina à noite, para a pele depois descansar durante pelo menos 6 horas antes de aplicar maquilhagem. Dependendo do tipo de pele, pode ser usado 1 a 2 vezes por semana.
Retirei daqui.
Para compensar, tento fintar a falta de orçamento e sempre que posso vou buscar receitas caseiras de máscaras para rosto e cabelo. Não só se poupa dinheiro, como sabemos o que usamos.
A última fiz ontem. Uma máscara esfoliante para o rosto à base de mel e açúcar. É muito fácil e fazer e o custo é irrisório.
Num frasco lavado (e de preferência esterilizado), juntar 3 colheres de sopa de azeite bio ou extra virgem. Depois, duas colheres de sopa de mel (é importante seguir esta ordem). Por fim, adicionar 5 a 6 colheres de sopa de açúcar. Atenção: o açúcar a usar tem mesmo de ser daquele vulgar (cristais) e não o icing sugar (o em pó).
No fim, misturam-se os ingredientes com uma vareta. Colocar o frasco num lugar à temperatura ambiente.
Aplica-se à noite, sobre a pele limpa, e retira-se com água tépida. Porque tem como base o mel (nutritivo) e o azeite (hidratante), não é necessário colocar creme hidratante. O importante é fazer esta rotina à noite, para a pele depois descansar durante pelo menos 6 horas antes de aplicar maquilhagem. Dependendo do tipo de pele, pode ser usado 1 a 2 vezes por semana.
Retirei daqui.
Da organização
Quem tem filhos (e quem não os tem) precisa mesmo de ter a vida organizada. O tempo é como o dinheiro: não abunda. E há que fazê-lo render.
Infelizmente, por muito que dê voltas à mioleira e planeie isto e aquilo, devo confessar que a minha cabeça na lua sabota a minha (creio que a devo ter) capacidade de organização.
Tal como a Joana (aka "Colher de Pau"), também eu tenho um pequeno caderninho que trago sempre comigo onde aponto tudo: receitas, o que fazer, menús semanais, compras, despesas, etc...Ou seja, eu também sou uma Maria das listas, mas o problema é que, na pressa do dia-a-dia, esqueço-me de consultar o tal caderninho, o que faz que nunca (ou quase nunca, vá) siga os meus planos.
No fim de contas, ainda que de forma mais ou menos atabalhoada e desenrascada (que cena, esta coisa do desenrascanço tuga...) acabo por fazer quase tudo o que tinha para fazer. Tive de adaptar a rotina às nossas reais prioridades, sendo que a família vem antes da casa. Tem de ser. Por isso, que me desculpem os mais sensíveis na matéria, preferimos apenas ter comida na mesa e o banho tomado para estar mais tempo com eles. A limpeza da casa e da roupa, embora importante e diária, vem em segundo lugar, quando os miúdos já estão a dormir (à noite, e aos fins-de-semana também durante a sua sesta). Não há dinheiro para uma empregada (e nem fazemos por o ter para esse fim, porque há coisas mais essenciais onde aplicar o dinheiro), por isso, é assim que tentamos organizar o nosso dia-a-dia.
A família é o nosso bem mais precioso, portanto, é a nossa prioridade na gestão do nosso tempo.
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