quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Amamentação

Acerca deste post, subscrevo-o totalmente.

A amamentação é algo natural, mas que ainda assim não deve ser imposta a ninguém.

Para mim, nem se colocou a questão da opção: amamentei e pronto.

Mas, da mesma forma que se ouvem bitaites sobre quem não amamenta (má mãe aquela que nega o seu próprio leite ao filho...), também se ouvem sobre quem resolve amamentar durante mais tempo que o considerado "normal" (má mãe aquela que sustenta o vício da mama...).

A verdade, minhas queridas (e meus queridos), é que, muito sinceramente, nunca ninguém está contente com nada e vá de criticar os outros por dar cá aquela palha. Como se diz em bom português: caguei e andei.

Se os meus filhos crescem saudáveis e felizes, mando bem bugiar quem sustenta verdades la palisse, sem fundamentos científicos e, pior, sem saber o que é melhor para os meus.

Portanto, sou uma mãe que orgulhosamente amamentou a filha mais velha até aos quatro anos e três meses (e ela é uma miúda perfeitamente saudável e integrada), e que, presentemente, ainda amamenta o filho mais novo de vinte e oito meses.

Cada mãe é diferente, cada filho é diferente. E é só.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A pergunta que se impõe

A Câmara Municipal do Seixal existe?
Explico: eu ligo para este organismo público desde há coisa de uns dois meses, aleatoriamente entre as 9:00 e as 17:00 (e até fora deste horário), e não há viv'alma que me atenda o telefone!
Já consultei a net para ver se estava a ligar para um número errado, mas, infelizmente, a informação que tenho é que o número não só é o correcto como é o único!
Ai, a minha vida!

Deus m'ajude!

Concluo que sou a maior inimiga de mim própria: passo a vida a inventar doces e sobremesas...e o pior é que gosto do que cozinho! DAMN IT!

Tivesse eu isto filmado,

que contado não é a mesma coisa.

O David (assim como nós, valha a verdade) dorme a sesta dele aos fins-de-semana. Nós ficamos na sala, a aboborar em frente à televisão e acabamos por adormecer, enquanto ele já dorme a sono solto no quarto.

Quando já não sente mais necessidade de dormir, ele próprio se levanta da cama e vem ter connosco à sala. Mas é tão gira, a forma como o faz: vem devagarinho, pelo corredor, depois esconde-se à espreita, a ver se o vemos. Depois, aparece muito devagarinho e pára à nossa frente. Fica um bocadinho em silêncio a olhar para nós (e nós a querer explodir numa gargalhada), e depois atira os bracinhos para nós e diz: "Qué colo!"


Ó pá, que delícia!!!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Tricotar, costurar, fazer crochet e demais lavores femininos (ou da minha falta de jeito)

Era eu mais miúda, a minha mãe quis ensinar-me a costurar, a tricotar e a bordar, entre outras coisas. E eu, armada em menina-emancipada-de-narigueta empinada, dizia que era tempo perdido, que isso já não se usava.

Hoje, mordo-me por ter perdido a oportunidade.

Do alto da minha confessa estupidez em pensar que emancipação equivale a ter uma carreira bem sucedida e não perceber (ou não querer perceber) puto de trabalhos domésticos, não fazia a mínima ideia de que estes podem ser (e são) uma mais-valia para toda e qualquer pessoa que não quer depender de terceiros para ter as suas coisas! Saber levantar baínhas, coser, pregar botões, bordar, costurar não são coisas ultrapassadas, mas sim uma enorme bagagem de saber que nos pode abrir portas para aumentar o nosso orçamento doméstico ou até mesmo salvá-lo (numa situação de desemprego, por exemplo).

Todo e qualquer trabalho doméstico, desde cozinhar até reparações, deveria ser ensinado na escola.

Praia - Beach - Playa - Plage







Embora o tempo siga quente, a verdade é que já não dá aquela pica para ir para a praia. Em todo o caso, aqui ficam imagens da nossa praia de eleição: Comenda, Setúbal.





:(

Infelizmente, no Portugal dos "pequeninos", esta belíssima iniciativa não pega. Gostaria que sim, que vingasse, mas...



E porquê? Basta reparar, só para começar, que existe a ideia completamente estúpida, mas ainda muito enraízada no mercado de trabalho, de que a Licença de Maternidade é um "período de férias", ou que quem tem filhos é uma menos-valia para ume empresa (ai, que chatice! se o puto adoecer lá tem esta de faltar ao trabalho!).



De um país que tem políticas de família ao nível zero, que protege o direito ao aborto (gratuito) com baixa de 30 dias paga a 100%, ou que julga uma mulher que opta por ficar em casa a cuidar dos filhos como uma atadinha dependente do marido, não se pode esperar muito.



Num país em que a Liberdade teima em ser considerada a glorificação do "faço-o-que-me-apetece" sem qualquer responsabilidade pedida, assumir a responsabilidade de ter filhos (pior se são mais filhos do que o considerado "normal") é quase considerado um crime, uma irresponsabilidade, uma beatice de quem não conhece a palavra "contraceptivo" (ou, ainda mais alucinante, de quem quer dar mais criancinhas aos padres para estes violarem - acreditem que já ouvi com cada arrancada que começo a pensar que o consumo de drogas duras deve ser ainda maior do que se supõe).



Num país que foge a sete pés das responsabilidades para com as famílias, que penaliza quem é pai ou mãe numa paranóia de supostas faltas ao emprego, mas que deixa passar em branco baixas fraudulentas, que mantém preguiçosos militantes protegidos por uma Constituição tendenciosa e inadequada ao cenário que vivemos, a evolução de se considerar um trabalhador como um todo que não contempla só a vida profissional para haver produtividade (que é disso que Portugal precisa para pagar os empréstimos que tem pedido) é uma mera utopia, uma conveniente utopia.



Todos querem os mesmos direitos dos países do Norte da Europa, cujos estados sociais são mais que elogiados, mas NINGUÉM quer ter a mesma postura, a mesma cultura de cumprimento de deveres que estes povos têm.



O que é pena. Portugal precisa de nascimentos, sob pena de, daqui a uns anos (e estou já a falar a curto / médio prazo) não haver quem desconte para haver reformas.



Antes de mais nada, é preciso questionar a nossa própria mentalidade. Uma mentalidade que é completamente anti-produtividade, anti-família e, ironia das ironias, totalmente anti-estado social.



Para se fazer omoletes há que ter ovos.