sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Porque somos todos diferentes

Por causa deste post (e porque não consigo comentar no raio do blogue em questão - nem no meu, valha-me Deus...), devo dizer que os meus filhos foram bastante parecidos no que toca a falar e a andar, ou seja, foram uns "preguiçosos" (isto, claro, à luz da teoria que um bebé deve andar por volta dos 12 meses...).


Tanto o David, como a Sara, só começaram a dar os primeiros passos pelos 18 meses. Ele ainda gatinhou, ela arrastava-se de rabiosque no chão e nunca gatinhou.


E a falar, também foi tarde - se bem que o David, talvez por ainda não estar integrado em nenhum infantário, ainda não diga grande coisa.


Se me preocupo? Não. Pelo menos, em demasia. É óbvio que vou estando atenta, sobretudo ao David, devido aos problemas que teve quando nasceu. Mas também é por isso que ele é seguido na Consulta Externa de Pediatria do Hospital Amadora-Sintra.


Também sou da opinião que cada criança tem o seu ritmo desde que, claro está, não apresente nenhum atraso suspeito. Por exemplo, se é relativamente normal não falar grande coisa aos dois anos e meio, já estar nessa mesma situação aos três ou quatro anos é algo para investigar.


Portanto, é ir apreciando cada etapa.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Agora, uma leitura mais séria

Ando a querer reler este fantástico livro de Gunter Grass. Não é maçudo, lê-se muito bem.
Trata-se de uma autobiografia, na qual o autor vai revelando aos poucos (à semelhança do que acontece quando se descasca uma cebola, revelando uma a uma as suas diversas camadas) o período mais polémico da sua vida, em que admite ter sido parte, pela Juventude Hitleriana, de um regime totalitário e sanguinário. No entanto, não se foca de forma "pesada" nessa temática, incluíndo flasbacks da sua juventude, do seu "eu", da sua família e das suas relações pessoais, até com apontamentos de humor. Recomendo!


Eis a sinopse:
"Descascando a Cebola, a polémica autobiografia de Günter Grass, aborda a vida do escritor entre 1939 e 1959. Começa quando, ao completar 12 anos, a Alemanha entra em guerra. Confessa ter integrado as Waffen-SS quando a guerra já estava perdida para a Alemanha, mas o delírio ainda fazia supor outro destino para o seu povo e país. Grass relembra também a sua adolescência na destruída Alemanha do pós-guerra, a fome e as privações, o seu trabalho como mineiro e a decisão de exilar-se em Paris onde escreveu O Tambor, a obra que lhe deu notoriedade internacional e permitiu que recuperasse a auto-estima após a derrota.
Descascando a Cebola pode ser lido, também, como um relato trágico de uma época de barbáries, que aflora a partir de uma história pessoal e em que convive, ainda que com dor, o renascimento de uma Europa diferente, que voltava a viver depois dos bombardeios e das batalhas.


«Quando é importunada com perguntas, a recordação assemelha-se a uma cebola, que quer ser descascada, para que possa vir à luz aquilo que é legível, letra a letra: raramente de forma unívoca, muitas vezes como escrita em espelho. A cebola tem muitas camadas. Mal é descascada, renova-se. Cortada, provoca lágrimas. Só ao descascá-la fala verdade. O que aconteceu antes e depois do fim da minha infância, bate à porta com factos e decorreu pior do que o desejado, quer ser contado às vezes assim, outras de maneira diferente e desencaminha para histórias de mentira.»
«Descascando a Cebola é a tentativa de redescobrir um jovem que hoje me é estranho e de questionar o meu comportamento em determinadas situações.»

«As lembranças assemelham-se a uma cebola que quisesse ser descascada para descobrir aquilo que, letra por letra, pode ser lido nela.»

«Aquilo que eu aceitei com o estúpido orgulho dos meus anos de juventude, tentei, depois da guerra, movido por uma crescente vergonha, ocultar perante mim próprio.»

«Não sabia nada dos crimes de guerra que mais tarde vieram à luz, mas a afirmação da minha ignorância não pode ocultar a consciência de haver estado integrado num sistema que planificou, organizou e executou o extermínio de milhões de pessoas.»
Daqui.

Uma leitura bem disposta para o fim-de-semana


Temos de nos adiantar aos nossos filhos, não vão eles pegar numa coisa destas e...

Waiting Ring

Já vos aconteceu ligarem de propósito para um determinado nº de telefone só para ouvirem a música de espera em linha? Hoje, deu-me para isso. Ligo para o atendimento comercial das águas de Sintra (número gratuito, ainda por cima) e fico deliciada a ouvir o 1º andamento do 3º Concerto de Bradenburgo do Bach...

Experimentem: 800 202 107!



LOVE IT!

De vez em quando, sabe bem ter umas pancadas assim...

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

:s



O produto é, supostamente, português; o público-alvo é, supostamente, português. Então, por que raio teimam em fazer spots publicitários em...inglês???