Eu, que já vivi ambas as situações, sou peremptória: parto normal.
Se há dores? Há. Se mete medo? Sim. Mas, depois de termos o bebé, a dor passa. Há uma sensação de paz, de alívio. E quando somos chamadas a cuidar do nosso bebé, conseguimo-lo de uma forma mais ou menos desenvolta. Coisa que não acontece no período a seguir a uma cesariana.
Há que ter em conta que a cesariana é uma cirurgia. E que, por isso, o período que lhe sucede é um pós-operatório com tudo o que essa situação acarreta: dores intensas, uma costura com a qual há que ter muito cuidado, para não falar que nos "espremem" a barriga para libertar eventuais impurezas (isto, com a cicatriz da cesariana...ui!ui!). Portanto, cuidar de um recém-nascido nestas condições, há que admiti-lo: é um pouco difícil.
Eu apenas defendo a cesariana quando a situação o exige. Cesarianas por marcação (é a essas a que me refiro) - embora quem deseje esteja no seu pleno direito -, parece-me um pouco abusivo. Há que dar espaço à Natureza para agir.
Não porque ache que uma mulher é menos mãe se tiver um parto por cesariana (é uma ideia um pouco estúpida, além de cruel - muitos bebés poderiam ter sido salvos se tivessem nascido por cesariana.), mas porque, pela experiência que tive, achei ser melhor um parto normal.
Salvo algumas excepções - em que, claramente, à partida, a anatomia da mulher não permite um parto normal -, todas nós deveríamos ser encorajadas a confiar no nosso corpo.