segunda-feira, 28 de novembro de 2011

E este Natal, tudo o que tenho a comprar é

Couve portuguesa
Açúcar
Batata
Ovos
Grão-de-bico
Farinha, maizena e baunilha
Tablete de chocolate
Leite condensado
Natas
Bolo-rei


Não vou andar a fazer muita doçaria nem fritos porque já sei onde geralmente acabam. Portanto, é mesmo o essencial: bacalhau cozido com batata, couve, ovo e grão-de-bico, e algumas sobremesas que sei que todos gostam. E mais nada. Fazer um banquete para depois ter comida a rodos que vai parar ao lixo, nem pensar!

Toma! Vai buscar...

Esta manhã, eu atrasada para o trabalho. David não se quer vestir.
- Vá lá, David! Será que tem de ser o mesmo stress todas as manhãs???
Sara (que se encontrava ao pé de mim) - Tu é que quiseste ter mais filhos...

Uma pequena excentricidade




Quando temos um bocadinho mais na carteira, permitimo-nos uma "delícia". Poderíamos ter pensado num fim-de-semana a dois, num jantarinho romântico e noite a dois...mas...como gostamos de ter a família sempre reunida, optámos por algo que nos envolvesse aos quatro. Vai daí...comprámos uma PS3 320 Gb (com comandos move e cam), um jogo de fitness, um de guerra (isto é mais para nós, os mais velhos) e um de desportos variados.


Os miúdos adoram a interactividade do comando. A Sara surpreendeu-me pela perícia com que manuseia os comandos. Aquela miúda é demais! Eu sou uma naba ao pé dela!


E não pensem que isto foi uma coisa impensada. Já andamos a "namorar" esta ideia de ter uma PS3 desde o ano passado, mas nunca tivemos "folga" para que isso acontecesse.

Agora, depois das despesas pagas e de termos poupado em coisas realmente desnecessárias (para quê tomar o pequeno-almoço fora ainda que aos fins-de-semana, ou comprar roupa e calçado quando ainda se pode aproveitar peças do ano passado que estão praticamente novas?), demos este presente à nossa família, e até a amigos que nos visitam.

Acho que foi um bom investimento.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O poder do elogio

Há dias, eu tinha acordado extremamente cansada. O dia parecia não estar a correr bem. Até que houve alguém que me elogiou.

Às vezes, uma palavra faz TODA a diferença no dia de uma pessoa.

Não sei a razão que nos leva a hesitar em elogiar alguém. Será que temos medo que os outros fiquem convencidos e arrogantes?

Se soubessem quantas flores neste mundo precisam de ser regadas para voltar a ver o sol brilhar...

Oops

Há dias, consegui chegar à fala com um cliente que tem sido difícil de apanhar. Ora não está, ora não atende.
Da última vez, a secretária disse-me que o senhor tinha ido de férias.
Esta semana, quando finalmente consegui falar com ele...:
- Olá, sr A. Como está? Já soube que foi de férias...
- Ai, fui?...Ah, pois fui!


Já agora, porque não me perguntou para onde foi? Porque eu, de certeza (a bem dizer, em pensamento) dir-lhe-ia que foi para o raio que o parta!

Uma questão de credibilidade...ou falta dela

Eis um artigo de opinião da Fernanda Câncio. É bom que pensemos nisto:

"Desde que há greves gerais em Portugal que são todas um grande sucesso. Para as centrais sindicais, bem entendido, porque para os governos em funções e partidos de suporte surgem sempre pífias. Habituámo-nos a esta guerra de números, como se fosse normal não se apresentarem valores sindicáveis da adesão a uma greve que ostenta o epíteto de "geral", e quando se tem a noção de que é sobretudo o sector público que "greva", justificando-se isso com "medo de represálias".

Confesso que me custa perceber este tipo de justificação. Primeiro porque quem a apresenta não pode deixar de se dar conta de que está a frisar a existência de uma diferença abissal entre a segurança no emprego no sector público e no privado (diferença essa que este governo sobejamente invoca, e cujo realçar agradece); segundo porque se o direito à greve está consagrado nesta como noutras democracias tal não significa que fazer greve não possa/deva implicar riscos ou sacrifícios - riscos e sacrifícios, bem entendido, para além do de perder o salário dos dias de paragem.

O imaginário das greves gerais, as que permitiram grande parte dos direitos de que hoje gozamos (ou gozávamos, como o da jornada diária de oito horas), fez-se do martírio de milhares de pessoas, que arriscaram tudo - do salário e emprego à vida propriamente dita, em confrontos com a polícia e os "amarelos". É desonrar essa herança convocar greves por dá cá aquela palha ou chamar greve geral, e ainda por cima "bem sucedida", a uma paragem a que adere uma pequena parte da população e que tem sobretudo a virtualidade de reforçar o fosso "garantístico" entre o privado e o público.

Na altura em que escrevo, ainda não ouvi um número adiantado pelas centrais sindicais para a adesão a esta greve, mas lembro bem o que foi lançado o ano passado: "mais de três milhões". Ou seja, num país de 10 milhões e picos, um terço da população, mais de metade da chamada "força de trabalho". Se é óbvio que os motivos para protestar se agudizaram (e quanto) desde então, e se UGT e CGTP falam de "uma adesão maior", de quantos milhões estaremos a falar desta vez?

Como me dizia ontem um trabalhador da construção civil (ver reportagem nas págs. 10/11), "greve geral é quando pára tudo, se houvesse mesmo greve geral eu não vinha trabalhar". Podendo-se desde logo questionar se a greve, geral ou particular, ainda faz sentido como única "forma de luta" das chamadas classes trabalhadoras, parece inevitável concluir que só se deve convocar uma greve geral quando estão criadas as condições para que mereça o cognome. Sob pena de vermos UGT e CGTP a fazer o papel do Pedro na fábula do lobo. O que é o mesmo que dizer de idiotas úteis. Tanto mais imperdoável quando o pior ainda agora começou."





E ainda reforço este artigo com um post da Maria sobre a greve.





WTF?

Nunca tive problemas em entrar numa perfumaria. Entro, demoro o tempo que preciso e saio sem qualquer enjoo ou má disposição.

Pois hoje - não sei se foi por ter estado algum (muito) tempo sem entrar numa - entrei e quis sair logo que possível, tal o enjoo e a má disposição. Credo!

By the way, o "Si" da Lolita Lempicka (nunca tinha experimentado a fragrância) é muito bom, muito fresco, com notas cítricas. Se não soubesse que é um perfume de gaja, diria que se podia oferecer a um gajo...

E o frasco...sem comentários: apenas lindo! Como todos os dos perfumes dela, aliás.