terça-feira, 3 de abril de 2012

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A empresa onde o meu senhor trabalha "adoptou" dois cães vadios que andam por aquela zona. Construiram-lhes uma casota e põem-lhes água e comida à disposição.

Ora, ontem, um deles - que já coxeava de uma pata - foi atropelado por um filhadaputa que nem parou. Acidentes acontecem. Seguir como se nada tivesse sido é que já é falta de carácter!

O meu senhor pegou no cão e levou-o ao veterinário. Diagnóstico: apenas dorido com a pancada, não tem nada partido. Comprimidos para aliviar as dores.

Hoje, o meu senhor teve de voltar com o cão ao veterinário. Apesar dos comprimidos, a verdade é que ele gane como se não houvesse amanhã! E, pior, arrasta-se, porque a pata atingida é a que não tinha nada. Agora, ficou com duas patas afectadas!

Pobre animal!

Já dizia a minha falecida mãe: "Quem não gosta de animais, também não gosta de crianças!" Há gente mesmo... :(

É impressão minha, ou...

...as pessoas que estão seguras dos seus valores e querem (e conseguem) viver de acordo com eles são, actualmente, chamadas de retrógradas, hipócritas, cínicas e arrogantes?

Por que raio, para eu ser humana, tenho de reagir às circunstâncias em vez de agir sobre elas?

Guernica





Todas as formas de arte despertam em nós sentimentos. Música, literatura, pintura, cinema, escultura, ...despertam alegria, espanto, repúdio, dor, paz, etc.




Há algumas músicas que, mesmo sem letra, me fazem chorar, outras rir, por exemplo. Nem sempre a palavra tem de estar presente para nos evocar sensações. E é aqui que eu queria chegar para descrever o que sinto perante o "Guernica" (lembrei-me dele por causa do post da Maria). É, de longe, e de todas as obras de arte que já vi, o que me desperta sensações mais fortes. Cada vez que o vejo, fico com os olhos rasos de lágrimas.




Há quem diga que o bombardeamento de Guernica às mãos da Luftwaffe nunca terá acontecido, mas a dor e o desespero que o quadro transmite é de tal ordem, que não acredito que represente algo inventado ou adulterado.




Cada vez que contemplo o "Guernica", penso nas pessoas que vivem em países em guerra. Crianças que crescem demasiado cedo à força de lhes meterem uma arma nas mãos e/ou de verem as suas famílias mortas a sangue frio. Mães que, à semelhança da mulher do quadro, gritam na agonia de verem os seus filhos mortos...




Claro que não é preciso que vivamos uma guerra para pararmos de achar que estamos todos na merda, mas seria bom que todos parássemos e contemplássemos este quadro com olhos de ver para percebermos que, de cada vez que nos queixamos da vida, há sempre quem esteja bem pior que nós. E que em vez de estarmos à espera de Deus Nossenhor para dar uma volta a isto, deveríamos pegar nas "armas" de que dispomos e, se não conseguimos dar a volta à situação do país, ao menos tentar dar a volta à nossa situação.




Na devida proporção das coisas, de certa forma também somos bombardeados com más notícias que desesperam qualquer um e que esmagam famílias inteiras! Mas, tal como Guernica renasceu das cinzas, acredito que fazendo os devidos ajustes e criando nós mesmos alternativas, conseguimos sair deste panorama deprimente. Pelo menos, quero acreditar nisso.

Zona de conforto

Já o tenho dito por diversas vezes: não tenho (nem nunca tive) jeito nenhum para trabalhos manuais. E isto inclui costura, tricot, pinturas, etc. Nada de nada!

Mas acho que chegou a hora de sair da minha zona de conforto. A minha mãe deixou-me uma máquina de costura, daquelas antigas que ainda funcionam a correia e pedal. E o meu senhor tem uma tia que é costureira. Pegando nestes dois factores, não seria mal pensado começar a pedir ajuda, umas aulinhas para ver se começo a entender-me com a maquineta e a desenrascar-me com arranjos simples.

Por vezes, dou de caras com sites e blogues com coisas feitas em casa tão bonitas (bolsas multiusos, carteiras, estojos, malas...) que me encho de vontade de fazer umas coisas assim também.

Impressionante!



Johanna Quaas - 86 anos!



Ontem, vi as imagens no Telejornal e não resisti a fazer um post sobre esta admirável mulher que, aos 86 anos, não se rende à idade e continua com uma forma física absolutamente fantástica!

Através deste post, queria dar os parabéns a todos os idosos que recusam a conversa da "dor nas cruzes" e fazem alguma coisa por se manter activos, apesar do corpo e, muitas vezes, da doença!

Cada vez mais me convenço que o exercício físico é o elixir da juventude!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Ontem

Decidimos ir dar uma volta à serra de Sintra. Viemos pelo Guincho.

Mar revolto, vento...e, de repente, o som abafado da trovoada que se aproximava.

Pouca ou nenhuma chuva no caminho de regresso a casa. Mal pusemos o pé do átrio do prédio, rebenta a tempestade de trovoada e granizo!

Fosse isto calculado matematicamente e se calhar não nos safávamos como safámos! Ao milímetro e ao milésimo de segundo!

i-Tunes

Ligo o i-Tunes e selecciono uma rádio de música clássica. Está a passar o "Wrong" dos Depeche Mode. (WTF?)
Calculo que o "Personal Jesus" esteja classificado como Canto Gregoriano...