sexta-feira, 27 de abril de 2012
Little Snowflake
Snowflake, snowflake, little snowflake.
Little snowflake falling from the sky.
Snowflake, snowflake, little snowflake.
Falling, falling, falling, falling, falling,
falling, falling, falling, falling...falling on my head.
Snowflake, snowflake, little snowflake.
Little snowflake falling from the sky.
Snowflake, snowflake, little snowflake.
Falling, falling, falling, falling, falling,
falling, falling, falling, falling...falling on my nose.
Snowflake, snowflake, little snowflake.
Little snowflake falling from the sky.
Snowflake, snowflake, little snowflake.
Falling, falling, falling, falling, falling,
falling, falling, falling, falling...falling in my hand.
Falling on my head.
Falling on my nose.
Falling in my hand.
Snowflake, snowflake, little snowflake...
Eu - Mor, diz lá quem são aqueles ursinhos ?
David- É a mãe e o Did!
ohhhh.....<3
Chorar de alegria
Não sei o que é, porque nunca me aconteceu. Nem mesmo quando os meus filhos nasceram.
Aliás, quando eles nasceram, a minha curiosidade acerca deles era tão grande que, quando os vi, o que tomou conta de mim foi, para além da óbvia alegria, o espanto da descoberta de como era o pequenino ser que tinha convivido comigo durante 9 longos meses.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
From the bottom of his heart
Ontem, e depois de mesmo muuuitos anos, fui à missa. Não fui, propriamente. Calhou.
O meu David tem predilecção por crucifixos e imagens de santos e adora entrar em Igrejas. Ontem, o parque estava todo molhado da chuva, mas ainda assim saí com ele e propus irmos ver do "Jesus".
Estava a decorrer a missa das 9:00 (feriado, já com o pequeno-almoço mais que tomado, imaginam a hora a que nos levantámos...). Ia a meio, mas deixámo-nos estar.
O David e eu falávamos em surdina. Ele sempre comportado.
Depois de um cântico final dolorosamente desafinado, muitas pessoas deixaram-se ficar nos seus lugares, em silêncio. O padre já tinha saído do altar (e ainda bem, senão tinha de as ouvir...no comments!). E é nesta altura que a vozinha do meu filho ecoa pela Igreja, fazendo sorrir os presentes:
"Twinka, twinka lida stá" (Twinkle, twinkle little star - música que ele adoora)
How I onda what you á"
Segundos depois, tinha uma senhora idosa ao pé de nós e a acariciar a cara do meu filho:
"Olha, meu amor, a tua música deve ter chegado mais ao coração de Nossa Senhora que a nossa!"
...
Novo 25 de Abril?
Enquanto reclamarmos do facto de termos de dar prioridade a grávidas, pessoas que estão sózinhas com crianças de colo, idosos com notórias dificuldades motoras e doentes...embora estejamos no lugar ou na fila destinada a essas mesmas pessoas...nada mudará.
Enquanto acharmos que, depois de termos a efectividade no trabalho, podemos deitar-nos à sombra da bananeira porque é mais difícil despedir...nada mudará.
Enquanto acharmos que o desenrascanço é o método de trabalho e de gestão, em vez do planeamento...nada mudará.
Enquanto considerarmos os lucros o mais fundamental, em vez das pessoas (essas que o fazem ou não)...nada mudará.
Enquanto acharmos que é bonito passarmos os miúdos todos de ano, mesmo que nada saibam; enquanto acharmos que os "exames" são algo repressivo na escola e que devemos criar uma geração de acríticos e iletrados...nada mudará.
Enquanto ocultarmos dados ao Fisco ou à Segurança Social por forma a conseguir apoios de que, na realidade, não precisamos (e, com isso, ficarem muitas pessoas realmente necessitadas sem qualquer apoio social)...nada mudará.
Enquanto não percebermos que Liberdade não é irresponsabilidade nem impunidade, que o Código Penal tem de ser mais severo e que as vítimas de crimes devem ter protecção prioritária nos seus direitos...nada mudará.
Enquanto acharmos que a privacidade é um direito que serve vidas duplas e crimes de toda a espécie...nada mudará.
Enquanto acharmos que devemos subsidiar e apoiar minorias étnicas ou imigrantes por descargo de consciência ou por parecermos muito civilizados, fazendo vista grossa aos seus crimes (desculpando-os sempre pela conversa da exclusão e racismo perpetrados pela maioria)...nada mudará.
Enquanto acharmos que alguém com dinheiro é necessariamente corrupto e que, por isso, tem de ser destituído dos seus bens...nada mudará.
Enquanto acharmos que devemos tabelar tudo por baixo e acharmos que os que estão bem deveriam estar malo e não os que estão mal deveriam estar bem...nada mudará.
Enquanto acharmos que podemos vazar todo o lixo possível e imaginário no meio-ambiente e que protegê-lo é coisa para fundamentalistas...nada mudará.
Enquanto acharmos que proteger os animais é conversa de mariconço...nada mudará.
Enquanto acharmos que a violência doméstica é algo que apenas tem como vítimas mulheres e não homens...nada mudará.
Enquanto acharmos que dar educação e disciplina aos nosso filhos é castrador da sua liberdade e personalidade...nada mudará.
Enquanto acharmos que Católicos são hipócritas, Protestantes são fundamentalistas, Muçulmanos são bombistas...nada mudará.
Enquanto acharmos que os que optam por ter uma família numerosa são irresponsáveis e que o que é avanço civilizacional é incentivar políticas anti-natalidade comprometendo o futuro de todo um país...nada mudará.
Enquanto entendermos que os governantes são uma classe à parte...nada mudará.
Porque se queremos que a classe política mude...o povo tem de mudar. Porque aqueles que nos governam, e porque vivemos num regime republicano, saem do POVO.
Um verdadeiro 25 de Abril precisa-se, sim. Na maneira de ser português.
Enquanto acharmos que, depois de termos a efectividade no trabalho, podemos deitar-nos à sombra da bananeira porque é mais difícil despedir...nada mudará.
Enquanto acharmos que o desenrascanço é o método de trabalho e de gestão, em vez do planeamento...nada mudará.
Enquanto considerarmos os lucros o mais fundamental, em vez das pessoas (essas que o fazem ou não)...nada mudará.
Enquanto acharmos que é bonito passarmos os miúdos todos de ano, mesmo que nada saibam; enquanto acharmos que os "exames" são algo repressivo na escola e que devemos criar uma geração de acríticos e iletrados...nada mudará.
Enquanto ocultarmos dados ao Fisco ou à Segurança Social por forma a conseguir apoios de que, na realidade, não precisamos (e, com isso, ficarem muitas pessoas realmente necessitadas sem qualquer apoio social)...nada mudará.
Enquanto não percebermos que Liberdade não é irresponsabilidade nem impunidade, que o Código Penal tem de ser mais severo e que as vítimas de crimes devem ter protecção prioritária nos seus direitos...nada mudará.
Enquanto acharmos que a privacidade é um direito que serve vidas duplas e crimes de toda a espécie...nada mudará.
Enquanto acharmos que devemos subsidiar e apoiar minorias étnicas ou imigrantes por descargo de consciência ou por parecermos muito civilizados, fazendo vista grossa aos seus crimes (desculpando-os sempre pela conversa da exclusão e racismo perpetrados pela maioria)...nada mudará.
Enquanto acharmos que alguém com dinheiro é necessariamente corrupto e que, por isso, tem de ser destituído dos seus bens...nada mudará.
Enquanto acharmos que devemos tabelar tudo por baixo e acharmos que os que estão bem deveriam estar malo e não os que estão mal deveriam estar bem...nada mudará.
Enquanto acharmos que podemos vazar todo o lixo possível e imaginário no meio-ambiente e que protegê-lo é coisa para fundamentalistas...nada mudará.
Enquanto acharmos que proteger os animais é conversa de mariconço...nada mudará.
Enquanto acharmos que a violência doméstica é algo que apenas tem como vítimas mulheres e não homens...nada mudará.
Enquanto acharmos que dar educação e disciplina aos nosso filhos é castrador da sua liberdade e personalidade...nada mudará.
Enquanto acharmos que Católicos são hipócritas, Protestantes são fundamentalistas, Muçulmanos são bombistas...nada mudará.
Enquanto acharmos que os que optam por ter uma família numerosa são irresponsáveis e que o que é avanço civilizacional é incentivar políticas anti-natalidade comprometendo o futuro de todo um país...nada mudará.
Enquanto entendermos que os governantes são uma classe à parte...nada mudará.
Porque se queremos que a classe política mude...o povo tem de mudar. Porque aqueles que nos governam, e porque vivemos num regime republicano, saem do POVO.
Um verdadeiro 25 de Abril precisa-se, sim. Na maneira de ser português.
terça-feira, 24 de abril de 2012
Para o que uma mãe serve!
Ontem, final da tarde. Divido-me entre a cozinha e a sala, onde está o David, para brincar com ele. Mas ele não me quer, manda-me embora, quer brincar com o pai porque sim.
Eu finjo estar "tite" e a "choái". Eis que ele vem ter comigo, passa-me a mãozinha na cara e abraça-me, dizendo: "Não chóia, mãe! Não chóia!"
Eu fico "ohhh, meu bebé!" toda babada! Ele fixa aquele enormes olhos escuros e pestanudos nos meus, sorri malandro e:
"O Did qué mama!"
...
Música para bebés
O único concerto para bebés a que tive oportunidade de assistir, foi quando o David estava internado. Nem foi bem um concerto, foi mais um miminho para os bebés que estavam internados.
Lembro-me muito bem: era uma sexta-feira, pouco depois da hora de almoço. Tinha acabado de dar de mamar ao David, estava a pô-lo a arrotar. Entra no quarto um rapaz de viola em punho e uma rapariga com um carrinho cheio de instrumentos (um ferrinho, um metalofone, etc) a cantar e a tocar baixo e suavemente. Iam a cada um dos berços/incubadoras e ficavam por uns breves momentos.
Chegaram ao meu sítio.
"Estava na floresta
Um cuco a cantar
Por trás de uma giesta
Nós fomos escutar...
Cu-cu
Cu-cu
Cu-cu-cu-ru-cu-cu..."
Nesta altura, e porque estava com as hormonas aos saltos do período pós-parto, desato a chorar que nem uma Madalena arrependida, agarrada ao meu bebé!
Discretamente, e julgo que assustados com a minha reacção, afastaram-se para o berço seguinte.
Não foi, definitivamente, a melhor experiência.
Lembro-me muito bem: era uma sexta-feira, pouco depois da hora de almoço. Tinha acabado de dar de mamar ao David, estava a pô-lo a arrotar. Entra no quarto um rapaz de viola em punho e uma rapariga com um carrinho cheio de instrumentos (um ferrinho, um metalofone, etc) a cantar e a tocar baixo e suavemente. Iam a cada um dos berços/incubadoras e ficavam por uns breves momentos.
Chegaram ao meu sítio.
"Estava na floresta
Um cuco a cantar
Por trás de uma giesta
Nós fomos escutar...
Cu-cu
Cu-cu
Cu-cu-cu-ru-cu-cu..."
Nesta altura, e porque estava com as hormonas aos saltos do período pós-parto, desato a chorar que nem uma Madalena arrependida, agarrada ao meu bebé!
Discretamente, e julgo que assustados com a minha reacção, afastaram-se para o berço seguinte.
Não foi, definitivamente, a melhor experiência.
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