quarta-feira, 29 de março de 2017

Dos saltos altos, dos menos altos e da realidade dos nossos pézinhos

Adoro saltos altos e a forma como favorecem a silhueta de uma mulher. E sempre os usei sem problemas. Até que fui mãe.
Por muito elegantes que queiramos parecer depois das crias, a verdade é que...não dá! A sério, não dá mesmo!
Nestes últimos dias, em que esteve o tempo mais fresco, usei umas botas de salto - as únicas que tenho. Sim, as únicas. Não sou, nem nunca fui, propriamente a "Maria" dos sapatos. Por questões de feitio, de falta de espaço para arrumação e, sobretudo, por falta de "guito".
Adiante...
Como disse, nestes últimos dias usei umas botas de salto. E o salto nem é muito fino, nem muito alto. Mas foi um massacre! Meus ricos pés!
Hoje, com umas sabrinas - já deu para perceber que o meu local de trabalho não aceita ténis como parte da indumentária -, parecia que estava a caminhar sobre nuvens!
Ahhh, ao inventor (ou inventora) das sabrinas - essas coisas maravilhosas, leves, elegantes - o meu "Amén"!

Tanta coisa, tão pouco tempo!

Desde o meu terceiro filho que não tinha tido um trabalho minimamente remunerado. Cheguei ao ponto de me sujeitar a trabalhar 8 horas a ser paga por 4. Sim, leram bem: isso acontece, e ainda por cima a situação era conhecida por advogados e não acontecia nada à empresa!
Finalmente, e depois de ter passado por muitos trabalhos a tempo parcial, e depois de muita luta, muito cv entregue sem qualquer resposta, consegui um trabalho a tempo inteiro e com um salário decente.
Mas isso tem implicado muitas alterações à rotina. E com essas alterações, a organização surge como uma imposição implacável! E bem vinda! Porque tem MESMO de ser!
Ou deixamos já tudo alinhavado de véspera, ou estamos T.R.A.M.A.D.O.S!
E acordar cedo? Custa, e muito! Mas é um descanso poder fazer tudo com tempo e sem correrias. Inclusivé tomar o pequeno-almoço em casa - coisa que muitas vezes, com a pressa, fica esquecida!
Ah, é bom estar de volta!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Coisas pequenas que se pagam em grande preço

Cada vez que a minha filha, já adolescente, me pede para sair com os amigos eu não só a deixo, como ainda incentivo que ela saia e se divirta. Ela está na idade, e não é por ter amigos e se encontrar com eles que me despreza ou que me confronta. Na base disto está, claro, a confiança e o diálogo aberto. As cartas estão na mesa e ela já sabe com o que conta: sais, mas dizes-me para onde e com quem. E às tantas horas, estás em casa. É o que peço. Não é muito. Ela sabe das consequências se não cumprir.
Acho isto tão importante! Lembro-me de ter colegas e amigos cujos pais eram demasiado protectores e que não os deixavam sair. Eu própria sofri com isso até o meu irmão, infelizmente, adoecer, e eu ter a atenção dos meus pais virada exclusivamente para ele. Essa "desatenção" permitiu-me viver - ainda que fora da idade - essa maravilhosa vida para além da escola-e-casa.
Muitas vezes pensamos que ao proteger os nossos filhos estamos a fazer-lhes um bem enorme. Mas isso não é verdade: a super protecção tende a ser mais prejudicial que benéfica. E isto porque chegamos a uma idade em que só temos dois caminhos: ou nos rebelamos e fazemos o que queremos às escondidas, ou, pior, anulamo-nos como pessoas para "não haver problemas" e vivermos uma paz podre.
Eu, estúpida me confesso, optei pelo segundo caminho. E desde muito pequena - com o meu primeiro contacto social, na escola primária. Percebi que se não desse problemas teria garantido o amor dos meus pais. Claro que há uma distância entre o que percebemos e a realidade.
E isso teve consequências: sem me aperceber, "matei" a Ana. E aos dezassete anos, quando me caiu a ficha, as coisas ficaram muito negras. Não tinha vivido o que era suposto viver na adolescência, essa coisa do sair e ter amigos. Tudo para não desagradar aos meus pais protectores.
Já lá vão mais de vinte anos, e as marcas ainda cá estão. Lentamente, vou saindo da concha em que me fechei. Mas estou a anos-luz de quem se move socialmente como um peixe na água.
Voltamos ao princípio deste texto: cada vez que a minha filha, já adolescente, me pede para sair com amigos eu não só a deixo, como ainda incentivo que ela saia e se divirta. O preço a pagar por não se viver o que se deve viver na altura certa é alto demais! Os filhos não podem pagar pelas inseguranças dos pais.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

domingo, 11 de setembro de 2016

Era para ser um bolo de limão, mas...



...saíram queques. E bem bons! Alguém servido?

Da organização...ou da falta dela!

Confesso-me desorganizada.
Bom, não desorganizada num ponto extremo, mas naquele ponto em que escrevo algo num papel para não me esquecer para depois não saber desse mesmo papel. Enfim...
Mas também confesso que ando a fazer um esforço épico para que a rotina entre nos eixos. Já me organizo melhor, com listas de menús semanais, de tarefas, e muito graças à leitura / consulta de blogues que abordam este tema.
Abordar o tema não é FOCAR no tema. A organização é algo positivo que nos simplifica bastante a vida, mas ser obcecado com a ordem e a organização - sem admitir um bocadinho de caos - parece-me um bocado OCD...e isso, em vez de simplificar a vida, complica-a bem mais que a falta total de organização. Sobretudo quando se tem filhos pequenos!
Pessoas com a mania das limpezas e das arrumações, que o sejam na casa delas e na vida delas. Quando começam a dar-se ares de "eu é que sei, seus porcos preguiçosos", tudo estragado. Mas tudo mesmo!