Deliciosa fruta bem fresca!!!
sexta-feira, 9 de junho de 2017
O tempo passa mesmo a correr
Trabalhar em horário completo - e especialmente depois de anos a trabalhar em part-time - tem muitas vantagens. A maior de todas é ter um salário minimamente decente para ajudar a pagar as despesas. E eu disse "ajudar a pagar", e não "pagar" as despesas....
No entanto, isto começa a fazer mossa. O dinheiro faz falta, claro, mas também faz falta tempo. E não se pode ter as duas coisas, infelizmente.
De manhã, por muito que acordemos cedo, é sempre aquela correria: levantar da cama, lavar, vestir, comer, verificar mochilas...às 8h tem de estar toda a família fora de casa para se apanhar o comboio, entregar os miúdos, e conseguir fugir ao trânsito para se chegar ao trabalho a horas!
À tarde, já se regressa a casa pelas 19h, depois de um dia extenuante no trabalho. Ir buscar os miúdos, banhos, tratar do jantar...quando vemos as horas já é tempo de ir pôr os miúdos na cama!
Claro que aproveitamos os pequenos momentos para interagir com eles, mas, tal como acontece provavelmente na maioria dos lares portugueses - e, talvez, por esses lares mundo fora -, não conseguimos dar atenção 100% aos miúdos enquanto tratamos dos afazeres domésticos, e eles acabam sempre frente à televisão ou a jogar. E isto acontece, mesmo que organizemos as coisas na véspera para podermos ter o jantar, por exemplo, adiantado. E eu ainda aproveito a minha hora de almoço para fazer algumas compras de última hora. Recuso enfiar-me num supermercado ao fim do dia!
Naturalmente, nesta roda viva em que quase nem tempo temos para respirarmos, eu acabo por me sentir culpada. Na verdade, chegando a casa às 19h, 19:30, com tudo por fazer - embora partilhado com o chefe do clã -, e contando que a criançada tem de estar na cama pelas 21:30 (dormir já é outra "guerra"), e ainda pior quando o David traz T.P.C....que tempo temos com eles?
O Bruno anda, ainda por cima, na fase do desfralde, e está a ser particularmente difícil. Primeiro, porque esta correria diária nos tira o tempo que achamos ser essencial para esta fase. Não podemos desfraldá-lo às "três pancadas", não se trata "só" de tirar a fralda: é toda uma nova fase no desenvolvimento dele que, sendo mal feita, pode trazer consequências. E, depois, porque, na creche, ele não está a cooperar. Foge quando se percebe sujo, recusa-se a ir à sanita para o que deve...um filme!
Gostava que os nossos dias tivessem 48 em vez de 24 horas. Ou que o horário laboral no nosso país fosse mais amigo das famílias. Bastava que se trabalhasse 30 / 35 horas semanais. Sair às 17h ou 16h faria toda a diferença na nossa qualidade de vida.
É verdade que temos o dia tripartido: 8h para trabalhar, 8h para dormir, 8h para estar com a família. À partida, seria justo, 8 h para cada coisa, mas o que acontece não é nada disto.
Não nos apercebemos que as únicas 8h que efectivamente cumprimos são aquelas em que estamos no local de trabalho - na verdade, são 9...porque das 9 às 18h decorrem 9 e não 8 horas, e são raríssimas as pessoas que conseguem aproveitar a pausa do almoço para irem a casa. As restantes 16h que nos sobram não são cumpridas porque delas temos de retirar o tempo que demoramos nos transportes entre casa e o trabalho, eventuais compras para o jantar ou alguma urgência, afazeres domésticos, etc. Portanto...se queremos estar 8h com a família, temos de sacrificar as horas de sono - sob pena de perdermos "o tino" por falta de descanso. Se queremos descansar o mínimo, temos de sacrificar o tempo com a família - sob pena de os familiares e amigos se ressentirem e, especialmente as crianças, se sentirem um pouco "ao Deus dará", abandonadas pelos próprios pais, perdidas no meio da falta de tempo que a todos sufoca um pouco a cada dia que passa!
No meio disto tudo, perdemos tempo para nós próprios, sob pena de "estoirarmos os fusíveis" com tanto que nos é exigido. E ainda para estarmos como casal, sob pena de a relação se desgastar com a correria e, uma vez mais, com tanto que nos é exigido, também, enquanto pais.
Era bom que todos reflectissem sobre isto. Isto que já é sabido, mas não levado a sério.
Quem tem filhos é muito, mas mesmo muito penalizado neste país. Da dificuldade em encontrar emprego, à dificuldade extrema em conciliar a vida familiar com a profissional, eu afirmo que há toda uma certa mentalidade anti-família que paira sobre o nosso quotidiano.
Não estou a dizer nada de novo, aliás já disse atrás que tudo isto é sobejamente conhecido. Conhecido, sim, mas não levado a sério, volto a afirmar. Não há vontade em mudar isto. E isto é muito grave!
É que o nosso país precisa de crianças como pão para a boca!
"Acordai", como diz a canção que andou nas bocas do mundo em 2012 como protesto contra a intervenção do FMI em Portugal. Neste assunto, andamos a dormir não 8, mas 24h/dia.
quinta-feira, 8 de junho de 2017
Roupa
Pela quantidade de roupa que tenho de tratar, diariamente, acho que, afinal, vivem mais pessoas lá em casa...e eu não sabia!
quarta-feira, 7 de junho de 2017
O segredo
O David é pouco dado a praticar desporto. Sempre foi.
Contrariamente à maioria das crianças da idade dele, não é adepto de futeboladas, só quer estar em casa - se possível agarrado ao computador. Nós, pais, é que tentamos dar-lhe a volta e "obrigamo-lo" a sair connosco, para apanhar ar, correr, cansar-se!
Há dias, tentámos, uma vez mais, estimulá-lo a andar de bicicleta. No ATL que ele frequenta nas férias, há os "dias sobre rodas", em que os miúdos levam bicicletas, trotinetas e patins para se divertirem. O David nunca levou nada - só temos triciclos e bicicletas em casa.
Há uns dias, o pai vai busca-lo à escola e surpreende-se ao vê-lo andar de patins com destreza.
Assim que chego a casa, conta-me logo a novidade:
- Sabias que o David sabe andar de patins?! Fiquei de boca aberta!
E eu também.
Ontem, perguntei-lhe há quanto tempo ele andava de patins:
- Desde o 1º ano. É o meu segredo. - responde-me ele.
Que mais nos esconderá ele?
Estou a lutar contra um vício
Já fui viciada em tabaco e, graças às gravidezes e amamentação, consegui superar. Não porque tivesse "enjoado" o tabaco durante a gravidez, mas porque o medo de fazer mal ao bebé foi maior que a tentação.
Entretanto, desde a gravidez do Bruno que me tornei viciada em algo muito pior: o açúcar.
Pior, porque, ao contrário do tabaco, está sorrateiramente presente em TUDO o que ingerimos, está à mão de semear, e do "ocasionalmente-não-faz-mal" passa-se muito facilmente para o "mato-se-não-comer-aquela-bola-de-berlim-a-transbordar-de-creme".
Não tem sido fácil.
Hoje, caiu-me a ficha. Da minha esbelta figura 36...hoje só coube numa camisa que usei...na gravidez. Sim, ao que isto chegou!
Olho-me no espelho, não me reconheço: o aspecto cansado, envelhecido, gorda como uma orca. E fui eu quem fez isto a mim mesma!
Por várias vezes, tentei sair deste trilho suicida. Mas, tal como o fumador que "desiste" por uns dias até se deparar com uma "situação chata" que o enerva e o leva outra vez a fumar, também eu lá ia à festa de anos, ou aproveitava o pretexto de ensinar os meus filhos a cozinhar para fazer bolos, bolachinhas, cremes e pudins. Desgraça total! A descompensação desabava em força sobre mim, e acabava a comer o dobro ou o triplo do açúcar!
Como disse atrás, hoje, ao ter de vestir roupa de grávida - sem o estar - caiu-me a ficha.
Na verdade, à beira dos 40 anos, fiz as pazes com o meu corpo, as celulites e flacidezes - há coisas que são como são, a natureza é assim e não adianta correr atrás de determinados prejuízos, que nada mais são que consequências naturais da força gravítica sobre os nossos corpos.
Mas não posso compactuar com os valores altos de glicémia - que ainda, por muita sorte, não aconteceu -, o colesterol elevado, as cáries, e, em última análise, com a ansiedade da "ressaca" de não comer a "dose" diária.
Uma médica pediatra disse, talvez chocando muita gente pela crueza das palavras, que o açúcar dado às crianças deveria ser considerado mau trato. E eu concordo.
Diz ela que é o açúcar a base do álcool - e que isso deveria ser suficiente para pensarmos antes de darmos aos nossos filhos Bollycaos, Manhãzitos, queques, pastéis de nata ou os "inofensivos" sumos 100%. Concordo outra vez.
Se eu, como adulta, não consigo ver-me livre deste vício, imagino uma criança!
segunda-feira, 24 de abril de 2017
David, sempre o David
Eu: David, tens de praticar uma coisa que a professora disse, senão atrasas-te em relação aos teus colegas!
David: Eu sei fazer isso que a professora disse! Ela deve estar a confundir-me com outra pessoa...
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David: Eu sei fazer isso que a professora disse! Ela deve estar a confundir-me com outra pessoa...
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