segunda-feira, 19 de junho de 2017

Dor

Não sei o que é perder tudo num fogo.
Não sei o que é perder alguém nestas circunstâncias.
Não sei do desespero de ter de largar tudo, fugir de uma morte quase certa.
Não conheço a aflição de, no meio do caos, não termos notícias de familiares e / ou amigos, de não sabermos se estão vivos, feridos ou mortos.

Não sei.

Mas as imagens, os relatos, tudo isso fala por si. E conseguimos perceber o inferno por que as pessoas da zona de Pedrógão Grande / Figueiró dos Vinhos / Castanheira de Pêra passaram e passam.

Dói. Dói ver a destruição. Dói ver a dor de quem perdeu tudo. Dói ver a morte de tanta gente encurralada pelas chamas.
Dói saber que, entre as vítimas mortais, estão, pelo menos, quatro crianças.
Dói tudo.

E acima de tudo, dói perceber que os interesses de alguns vão continuar a deixar "arder".


sexta-feira, 16 de junho de 2017

Um primeiro passo.

Depois de me ter confrontado com esta minha realidade, aproveitei o facto de a farmácia aqui ao pé do meu trabalho estar com consultas de nutrição gratuitas, e fui pedir ajuda.
Já não enfrentava uma balança desde que estive grávida pela última vez - em que tinha de me pesar em todas as consultas de saúde materna -, e fiquei relativamente surpreendida: afinal de contas, não estou tããão pesada como pensava e o meu IMC não é dramaticamente excessivo. No entanto, é preocupante a gordura que, agora, acumulo na zona do abdómen - algo inédito, mesmo depois de ter passado por três gravidezes de termo. Foi isso, e precisamente por saber que é essa gordura a mais perigosa, a que pode trazer complicações cardíacas, diabetes, etc, que "me pus a pau".
A nutricionista não foi radical - até porque, como disse, o meu IMC é ligeiramente acima do normal -, e aconselhou-me algo que fiz há já 10 anos atrás por iniciativa própria e que, na altura, me fez perder 20 kgs em 3 meses: comer de acordo com o que se gasta.
Feita estúpida, e por ter atingido o tamanho 36 (yay!!!!) algures depois do nascimento do David, relaxei-me e fui por aí abaixo, ou melhor, por aí acima!
Basicamente, não se trata de "cortar" com nada. Trata-se de comer de forma inteligente: um pequeno-almoço mais abundante, um almoço bom e um jantar sem qualquer hidrato de carbono e / ou fruta. Ou seja, se queremos fazer asneirada, é fazê-la no início do dia, pois temos muitas horas pela frente para se gastar o que se comeu. Da mesma forma, o jantar deve ser o mais irrepreensível possível: carne ou peixe grelhados, ovo cozido ou escalfado, nada de fritos, arroz, massa, pão, farinhas ou açúcares, nem mesmo os da fruta! Apenas proteína e verduras. Ou seja, o jantar tem mesmo de ser dieta pura e dura! Afinal, depois vamos dormir. Que gastaremos nessas horas?
E se sei que vou cometer asneirada da grossa (aniversário, McDonald's, etc), compenso e nesse dia, com almoço e jantar "a dieta".
Portanto, parece-me ser algo razoável e facilmente alcançável.
Eu vou actualizando a informação desta minha viagem.
Um passo de cada vez. Um dia de cada vez.
Pode ser que entre nos "entas" em forma.


Peso de hoje: 75.9 kgs


IMC: 28,57

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Há dias...

...em que só apetece petiscar isto. Hoje é o dia (mais um).

O meu Santo Graal da organização doméstica

É um simples ficheiro excel com vários separadores.
Tenho separador por cada mês para as despesas mensais gerais. Nesse separador, constam as receitas (ordenados, abonos, extras) e as despesas que estão arrumadas por categorias: casa, carro, finanças, despesas fixas (comunicações fixas, telemóveis, água, gás, luz), despesas com educação e actividades extracurriculares, despesas várias (roupa, calçado, refeições fora, etc). Nesse separador, tenho uma coluna à parte para o controlo dos gastos com os cartões de refeição.
Nos outros separadores, faço a gestão das ementas e das compras, de algum pequeno projecto, prendas de natal e aniversários, inventários (roupa, calçado, despensa, frigorífico, etc), tarefas, etc.
Para complementar, tenho app's de algumas superfícies comerciais a que recorro com mais frequência, e isso ajuda imenso a poupar, pois sei de antemão as promoções, além de fazer comparações de preços antes de ir às compras com a lista de tudo o que preciso.
A ideia destas listas não é nova, nem é minha - há imensas pessoas que as usam para se organizarem -, mas cada lista, cada método de organização é único e só faz sentido se traduzir a rotina de quem serve. Não há listas ou métodos de organização standard. Este, com este ficheiro, estes separadores, é o que mais se adequa à minha vida. Aliás, falei bem recentemente da minha rotina diária. Se não tiver algo em que me agarrar para me orientar, "o barco anda completamente à deriva".


Arrumações

Aqui em casa, também se destralha e "mariekonda".
Afinal, tenho bastante espaço e não sabia!

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Prática para o trabalho

Já aqui disse que, sobretudo depois de ter sido mãe, de viciada em saltos altos, tornei-me viciada em sabrinas e sandálias rasteiras. Em casa, ando descalça, aos fins-de-semana só ténis calçam estes pés que, para tudo e maus um par de botas, se querem confortáveis.
E para ir trabalhar, não há excepções. Se o local exige mais formalidade no "dress code", as sabrinas cumprem a função mais que bem. Não estavam à espera que fosse todos os dias para Lisboa, de comboio e metro, com saltinho alto...! Estas, então, têm sido uma maravilha: comprei-as há mais de um ano numa promoção no Lidl e aqui estão para durar mais uns tempos. 
Com a roupa, também o mesmo: blusa fresca, mas sóbria.  E aproveito que aqui deixam usar jeans. Escolhi umas justas, azuis escuras, simples e sem os famosos rasgões "à lá ataque felino".