segunda-feira, 24 de abril de 2017

David, sempre o David

Eu: David, tens de praticar uma coisa que a professora disse, senão atrasas-te em relação aos teus colegas!


David: Eu sei fazer isso que a professora disse! Ela deve estar a confundir-me com outra pessoa...




...

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Mesa da Páscoa

Em casa dos meus pais, servia-se borrego (blhecc), por vezes porco também. Havia sempre pão de ló e queijo da serra, e as incontornáveis amêndoas.
Neste ano, na nossa mesa de Páscoa, o borrego não será convidado (ninguém gosta). Mas teremos bacalhau espiritual, sempre o pão de ló e as amêndoas e os ovos de chocolate.
Também teremos arroz doce, pavlova com morangos, e pães de queijo.
Já estou a babar!!!! Aiiii!!!

segunda-feira, 10 de abril de 2017

AH! AH! Apanhei-os!

Há um ditado que eu adoro: "Se Maomé não vai à montanha, vai a montanha a Maomé!"
E é nele que me inspiro, quando quero - e quero sempre - que os meus miúdos comam legumes.
Para que eles comam sopa, salada ou acompanhamento é sempre uma tragédia! Como contornei?
Aproveito os pratos que eles gostam - geralmente, com algum molho - e trituro tomate, cenoura, algumas verduras. Comem tudo e por vezes repetem!
Missão cumprida!

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Comportamentos de risco

O maior escravo é aquele que pensa que é livre.
E nunca esta nossa sociedade foi "tão livre". Basta pensar em como se insiste em ter comportamentos de risco, mesmo sabendo que as suas consequências estão aí e são graves!
O prazer domina-nos. Não dominamos o prazer.
Não somos livres. E estamos em negação.



quinta-feira, 30 de março de 2017

IKEA

Li algures  - não sei agora precisar onde - que a loja IKEA é a Disneylândia dos adultos.
Não podia concordar mais!

quarta-feira, 29 de março de 2017

Vendedor nato

David (num destes dias): Mãe, compras-me um gelado?
Eu: Um gelado, David? Está frio! E a esta hora da manhã?!
David: Mas o pai disse que podia!
Eu: Podes mas depois do almoço, não agora!




(pausa de uns minutos)


David (a tirar o casaco): Sabes, mãe, estou a sentir tanto calor que até já estou a tirar o casaco...Sabes o que ia agora mesmo bem?
Eu: O quê?
David: Um gelado...!

No aproveitar é que está o ganho (em todos os sentidos)!

A propósito deste post da Joana (já aqui disse que amo de paixão os blogues dela? Não? Pronto, digo agora então!), em casa também achamos um crime desperdiçar comida.
Ontem, fiz umas bifanas com puré de batata para o jantar. O chefe do clã esteve a trabalhar até tarde, resolveu ir ao McDonald's, pelo que sobrou carne.
O que fazer? Hoje, chego a casa, dou banhoca aos miúdos, e enfio-me na cozinha a fazer uma refeição de tacho. Corto os bifinhos que restaram de ontem, e junto-os a legumes estufados, tomate, e completo com esparguete (ou arroz).
É escusado eu falar em quantidades, porque faço tudo a olhómetro...

Montanha de roupa por lavar

Mais alguém com o mesmo monstro em casa?

Dos saltos altos, dos menos altos e da realidade dos nossos pézinhos

Adoro saltos altos e a forma como favorecem a silhueta de uma mulher. E sempre os usei sem problemas. Até que fui mãe.
Por muito elegantes que queiramos parecer depois das crias, a verdade é que...não dá! A sério, não dá mesmo!
Nestes últimos dias, em que esteve o tempo mais fresco, usei umas botas de salto - as únicas que tenho. Sim, as únicas. Não sou, nem nunca fui, propriamente a "Maria" dos sapatos. Por questões de feitio, de falta de espaço para arrumação e, sobretudo, por falta de "guito".
Adiante...
Como disse, nestes últimos dias usei umas botas de salto. E o salto nem é muito fino, nem muito alto. Mas foi um massacre! Meus ricos pés!
Hoje, com umas sabrinas - já deu para perceber que o meu local de trabalho não aceita ténis como parte da indumentária -, parecia que estava a caminhar sobre nuvens!
Ahhh, ao inventor (ou inventora) das sabrinas - essas coisas maravilhosas, leves, elegantes - o meu "Amén"!

Tanta coisa, tão pouco tempo!

Desde o meu terceiro filho que não tinha tido um trabalho minimamente remunerado. Cheguei ao ponto de me sujeitar a trabalhar 8 horas a ser paga por 4. Sim, leram bem: isso acontece, e ainda por cima a situação era conhecida por advogados e não acontecia nada à empresa!
Finalmente, e depois de ter passado por muitos trabalhos a tempo parcial, e depois de muita luta, muito cv entregue sem qualquer resposta, consegui um trabalho a tempo inteiro e com um salário decente.
Mas isso tem implicado muitas alterações à rotina. E com essas alterações, a organização surge como uma imposição implacável! E bem vinda! Porque tem MESMO de ser!
Ou deixamos já tudo alinhavado de véspera, ou estamos T.R.A.M.A.D.O.S!
E acordar cedo? Custa, e muito! Mas é um descanso poder fazer tudo com tempo e sem correrias. Inclusivé tomar o pequeno-almoço em casa - coisa que muitas vezes, com a pressa, fica esquecida!
Ah, é bom estar de volta!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Coisas pequenas que se pagam em grande preço

Cada vez que a minha filha, já adolescente, me pede para sair com os amigos eu não só a deixo, como ainda incentivo que ela saia e se divirta. Ela está na idade, e não é por ter amigos e se encontrar com eles que me despreza ou que me confronta. Na base disto está, claro, a confiança e o diálogo aberto. As cartas estão na mesa e ela já sabe com o que conta: sais, mas dizes-me para onde e com quem. E às tantas horas, estás em casa. É o que peço. Não é muito. Ela sabe das consequências se não cumprir.
Acho isto tão importante! Lembro-me de ter colegas e amigos cujos pais eram demasiado protectores e que não os deixavam sair. Eu própria sofri com isso até o meu irmão, infelizmente, adoecer, e eu ter a atenção dos meus pais virada exclusivamente para ele. Essa "desatenção" permitiu-me viver - ainda que fora da idade - essa maravilhosa vida para além da escola-e-casa.
Muitas vezes pensamos que ao proteger os nossos filhos estamos a fazer-lhes um bem enorme. Mas isso não é verdade: a super protecção tende a ser mais prejudicial que benéfica. E isto porque chegamos a uma idade em que só temos dois caminhos: ou nos rebelamos e fazemos o que queremos às escondidas, ou, pior, anulamo-nos como pessoas para "não haver problemas" e vivermos uma paz podre.
Eu, estúpida me confesso, optei pelo segundo caminho. E desde muito pequena - com o meu primeiro contacto social, na escola primária. Percebi que se não desse problemas teria garantido o amor dos meus pais. Claro que há uma distância entre o que percebemos e a realidade.
E isso teve consequências: sem me aperceber, "matei" a Ana. E aos dezassete anos, quando me caiu a ficha, as coisas ficaram muito negras. Não tinha vivido o que era suposto viver na adolescência, essa coisa do sair e ter amigos. Tudo para não desagradar aos meus pais protectores.
Já lá vão mais de vinte anos, e as marcas ainda cá estão. Lentamente, vou saindo da concha em que me fechei. Mas estou a anos-luz de quem se move socialmente como um peixe na água.
Voltamos ao princípio deste texto: cada vez que a minha filha, já adolescente, me pede para sair com amigos eu não só a deixo, como ainda incentivo que ela saia e se divirta. O preço a pagar por não se viver o que se deve viver na altura certa é alto demais! Os filhos não podem pagar pelas inseguranças dos pais.